sábado, 22 de janeiro de 2011
São cinco horas e um minuto, e eu demorei para vir escrever alguma coisa porque meus sentimentos no momento são mais fortes do que qualquer palavra. Minha tia acabou de ir agora, pegar o avião pra voltar pra sua casa na Suiça. E eu vou sentir falta dela, pois depois de um tempo aqui era como se nunca mais ela pudesse se afastar, mas ela se foi, e eu ainda a sinto aqui por incrível que pareça. Antes dela vir eu estava bastante perdida.. desorientada e sem esperança em mim mesma. Ela me devolvia a esperança de ser alguém, e me fazia sorrir dia a dia, ao invés de sonhar que eu seria feliz um dia quando tudo o que eu desejo fosse realizado. Ela embarcou quatro da tarde. Quatro e cinco minha prima veio, silenciosamente até mim, e me abraçou dizendo que meu avô havia falecido. Não quiseram ligar pra ela, contra a minha vontade de no lugar dela querer saber. Ela receberia consolo perto de todos.. e agora eu desejo imensamente que eu estivesse esperando ela lá, do outro lado do mundo para tentar consola-la da dor de perder um pai, um pai que eu nunca tive. Eu ia visita-lo amanhã, mas o coração dele não esperou e ele se foi... e me deixou com saudades eternas. Ultimamente as pessoas tem ido de várias formas da minha vida, e isso dói. Mas eu sei que não foi feito pra me derrubar, nada disso foi. Eu só agradeço por ter coração para sentir tudo o que sinto de bom ou ruim. Mas em meio a desastres como este eu acredito que um verdadeiro sentimento sempre vai vencer a barreira da distância, da morte... e das angustias. E eu queria pedir desculpas a você vô, por as vezes dar um abraço distraído demais... por ter sido um tanto ausente pela distância..E você tia, queria pedir perdão por nem sempre escutar silenciosa o que diz, porque sei que é com amor. Peço desculpas pela saudade que já não tem mais tamanho. E eu peço desculpas também a você, Laís... por todas as coisas que aconteceram.... e por em nenhum momento de minha vida ter demonstrado uma décima parte do quanto eu te amo... Quero dizer isso como desabafo, porque eu não quero ter magoas no meu coração. Eu sei quem eu sou, e isso nada e nem ninguém vai mudar. E independente de qualquer coisa, eu os amo. E sei que está dor não seria tão grande se eu não fosse aprender algo realmente bom.
terça-feira, 23 de março de 2010
Dream on fire.
É tão complicado. Tão complicado ver as pessoas alimentando os erros que o mundo os submete. Aceitando e vivendo cada dia como se ansiassem a morte e quisessem viver de uma forma premeditada, fazendo tanta coisa ruim para as pessoas ao redor. Sem medir as consequências do que uma punhalada pode causar em alguém. É tanto egoísmo. Sufoca. Nunca entendi o motivo de não conseguir me entregar á isso como todos ao meu redor se entregam. Isso dá a sensação de estar sozinho, mais do que já estamos. Mas essa sensação se dilata dentro de cada ser humano. Acho que a parte de aceitação se contradiz certos momentos dentro de todos. E de mim não é diferente. Saio de casa com todos os dias, sempre muito solitário para sorrir e também sempre muito acompanhado de mim mesmo para aparentar necessidade de alguma aproximação. Sempre escutei que meus olhos transmutavam chamas, chamas adormecidas. Não as alaranjadas, mas as azuis e calmas que são quentes e destrutivas.
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Marictium

Enchergue o que é invisivel e saberá do que escrever, viva com pessoas invisiveis aquelas pelas quais passamos todos os dias, aquelas nas quais as vezes nos transformamos, aquelas que só vivem em livros e na imaginação de alguem, seja um homem destinado a atravessar a vida sem rodea-la certo de que o caminho muda.
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